A OBRA
A OBRA Anna Maria Maiolino - Composição Geométrica, técnica mista de 1986, assinada no canto inferior direito, com dedicatória "Para Eduardo afetuosamente". Note que a obra sofreu algum dano na área central à direita e apresenta marca de umidade na área inferior do passe-partout, conforme imagens. Obra emoldurada, protegida por vidro. Com mais de 550 exposições a partir da 9ª Bienal Internacional de São Paulo em 1967, a artista é aclamada no Brasil e no exterior. Saiba mais na biografia abaixo.
MEDIDAS: somente a obra 80 x 50 cm e com moldura 97 x 67 cm
A ARTISTA
Anna Maria Maiolino (Scalea, Itália, 1942). Gravadora, pintora, escultora, artista multimídia e desenhista. Por meio de uma obra com viés político e provocadora, Maiolino investiga diferentes materiais e explora diversos meios de expressão, como a xilogravura, a fotografia, o filme, a instalação e a performance.
Em 1954, devido à escassez provocada pelo pós-guerra na Itália, muda-se para Caracas, Venezuela, onde estuda na Escuela de Artes Plásticas Cristóbal Rojas entre 1958 e 1960, ano em que se transfere para o Brasil. Em 1961, inicia o curso de gravura em madeira na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro.
Apesar da origem italiana, a formação artística de Maiolino é sobretudo latino-americana. Em 1963, tem aulas de gravura com o artista plástico Adir Botelho (1932), período em que frequenta o ateliê do pintor Ivan Serpa (1923-1973), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). No ano seguinte, realiza sua primeira exposição individual na Galeria G, em Caracas.
Em 1967, participa da Nova Objetividade Brasileira, exposição que, entre outros preceitos, propõe a superação do quadro de cavalete em prol do objeto. O evento é organizado por críticos e artistas, entre eles Hélio Oiticica (1937-1980), que também faz parte da Nova Figuração, movimento de reação à abstração e tomada de posição ante o momento político brasileiro, ao qual Maiolino se integra na década de 1960.
Nessa fase, a artista concentra-se na xilogravura, paralelamente à produção de objetos. As paisagens, as cenas de interior e as grandes áreas brancas demarcadas por figuras pretas de recorte suave dão lugar à figuração colorida de cunho narrativo com temas urbanos e/ou relacionados ao cotidiano e à condição da mulher. Sua aproximação com a cultura popular é notada no interesse pela gravura dos folhetos de cordel, combinando seu estilo gráfico a temas sociais e políticos.
Em 1968, muda-se para os Estados Unidos, onde permanece por cerca de três anos e estuda no Pratt Graphic Center, em Nova York.
Na década de 1970, ao voltar para o Brasil, começa a trabalhar com diversas mídias, como a fotografia e o filme. Participa, em Curitiba, do 1º Festival do Filme Super-8, e é premiada com In-Out, Antropofagia (1974), seu primeiro trabalho em vídeo e que coloca em questão temas como a censura e a liberdade. Participa também do Festival Internacional do Filme Super-8, no Space Cardin, em Paris; da 5ª Jornada Brasileira de Curta-Metragem, em Salvador; e do 2º Festival Nacional de Curta-Metragem, na Alliance Française du Brésil, no Rio de Janeiro. Ainda nos anos 1970, Maiolino explora a poesia experimental, que rapidamente a leva ao desenho1. Sua tônica é a investigação da materialidade do papel e os limites de sua espacialidade.
A figura sai de cena e dá lugar a novos elementos, como cortes, dobras, costuras com linha, palavras escritas e incisões gravadas. A folha é explorada em sua existência sensível no espaço, sendo por vezes trabalhada frente e verso. São dessa fase séries como Mapas Mentais (1971) e os desenhos-objeto Buracos Negros (ca.1974), nos quais os planos pessoal e o político se amalgamam. No final dessa década, a artista passa a se dedicar à performance.
Apresenta Mitos Vadios (1978) num terreno baldio da Rua Augusta, em São Paulo. Também realiza trabalhos de instalação como Feijão com Arroz (1979)2 e Entrevidas (1981), que toma a Rua Cardoso Júnior para que o público drible um “campo minado” confeccionado com dúzias de ovos de galinha espalhados pelo chão. Outras formas de expressão experimentadas por Maiolino, a partir da década de 1980, são a pintura e o trabalho com argila, sendo que o segundo conta com a influência do artista argentino Victor Grippo (1936-2002).
Esse movimento, de certa forma, anuncia a preocupação com a gestualidade e a relação com a matéria, presentes nos objetos escultóricos de parede e relevos (em argila, gesso e cimento) do início dos anos 1990. Recebe o prêmio de melhor mostra do ano da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), em 1990, pela exposição individual realizada no Centro Cultural Cândido Mendes (CCCM) em 1989.
Aos poucos, Maiolino concentra-se no aspecto manual do fazer artístico e passa a usar quase exclusivamente a argila. Elabora projetos com grande quantidade desse material, em que a repetição do gesto e seu registro na matéria assinalam enorme concentração de energia. Instalações como Muitos (1995) ou São Estes (1998) colocam o corpo no centro do trabalho artístico, ao mesmo tempo que transformam o gesto desmemoriado do cotidiano em reservatório de experiência. Em 2002, realiza em Nova York uma exposição retrospectiva acompanhada do livro A Life Line/Vida Afora. Em 2008, participa da 16ª Bienal de Sydney, Austrália, e, em 2012, apresenta na Documenta 13, em Kassel, Alemanha, a instalação Here & There, trabalho oriundo de montagens anteriores de Terra Modelada, série iniciada na década de 1980. A obra de Anna Maria Maiolino no campo das artes visuais aborda temas políticos, urbanos, cotidianos e referentes ao papel da mulher. A atuação em variadas formas de expressão promove uma investigação sobre o próprio processo do fazer artístico. Exposições - 550 registros ARTES VISUAIS Da Letra à Palavra 05.12.2021 LITERATURA Constelação Clarice 21.05.2022 Obscura Luz 16.07.2022 ARTES VISUAIS Histórias brasileiras 26.08.2022 ARTES VISUAIS Desvairar 22 27.08.2022 ARTES VISUAIS Parada 7 - Arte em Resistência 07.09.2022 ARTES VISUAIS Un Acto de Ver que se Despliega: colección Susana y Ricardo Steinbruch 11.11.2022 ARTES VISUAIS Contra-Flecha: Arqueia mas não quebra 19.01.2023 ARTES VISUAIS Petite Galerie: Franco Terranova e as vanguardas brasileiras 26.03.2023 ARTES VISUAIS Mulheres na Nova Figuração: corpo e posicionamento 20.08.2023 ARTES VISUAIS like a luminous animal 2020 ARTES VISUAIS Seeing Touch 2020 ARTES VISUAIS Hable con ella 2020 ARTES VISUAIS Samico e Suassuna – Lunário Perpétuo 2020 ARTES VISUAIS Clarice Lispector: Laços 2020 ARTES VISUAIS Destaques do Acervo 01.02.2020 ARTES VISUAIS Por um Fio [By a Thread] 04.02.2020 ARTES VISUAIS Casa Carioca 22.09.2020 ARTES VISUAIS Farsa 09.2020 ARTES VISUAIS SENZAMARGINE. PASSAGES IN ITALIAN ART AT THE TURN OF THE MILLENNIUM 01.10.2020 ARTES VISUAIS Pinacoteca: Acervo 31.10.2020 ARTES VISUAIS On Everyone’s Lips- From Pieter Brugel to Cindy Sherman 31.10.2020 ARTES VISUAIS The Body Electric 05.11.2020 ARTES VISUAIS Realce (obras do acervo) 12.12.2020 ARTES VISUAIS In the sky I am one and many and as a human I am everything and nothing 11.06.2021 ARTES VISUAIS Língua Solta 31.07.2021 ARTES VISUAIS A Máquina Lírica 22.08.2021 ARTES VISUAIS Constelação Clarice 23.10.2021 ARTES VISUAIS 2º Salón de Jóvenes Pintores 1958 ARTES VISUAIS 3º Salón de Jóvenes Pintores 1959 ARTES VISUAIS 4º Salón de Jóvenes Pintores 1960 ARTES VISUAIS 21º Salón Oficial de Arte Venezuelano 1961 ARTES VISUAIS 1º Salão do Trabalho 1962 ARTES VISUAIS Coletiva 1963 ARTES VISUAIS Três Artistas, Anna Maria Maiolino, Rubens Gerschman e Antonio Grosso 1963 ARTES VISUAIS 20º Salão Paranaense de Belas Artes 02.12.1963 ARTES VISUAIS Individual de Anna Maria Maiolino (Galeria G - Venezuela) 1964 ARTES VISUAIS 14º Salão Nacional de Arte Moderna 15.05.1965 ARTES VISUAIS Opinião 66 25.08.1966 ARTES VISUAIS 2ª Exposição da Jovem Gravura Nacional 18.11.1966 ARTES VISUAIS 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas 28.12.1966 A 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas, denominação oficial daquela que ficou conhecida como a Bienal da Bahia, é aberta ao público em dezembro de 1966, no Convento do Carmo, em Salvador. Promovida por iniciativa conjunta do governo do Estado da ... ARTES VISUAIS 9ª Bienal Internacional de São Paulo 22.09.1967 Fonte: ANNA Maria Maiolino. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2024. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9539/anna-maria-maiolino. Acesso em: 17 de abril de 2024. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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